domingo, 29 de abril de 2012

16. Culto

Hoje, dança-se.




















Por aqui, dança-se praticamente todos os dias e por isso não queria deixar de assinalar o Dia Internacional da Dança. 

Nunca levo muita fé em alguém que diz que não gosta de dançar.

Das duas uma: está a mentir, na realidade tem vergonha (aí sou a chata que martela na ideia de que tudo se aprende e com a prática o pior pé chato pode tornar-se no melhor bailarino - conheço casos assim, os dos bailarinos improváveis) ou, simplesmente, é alguém desprovido de funções de personalidade vitais e de sentimentos. A dança é um rol de sentimentos. Sempre. Como levar fé nessas pessoas? 

Logo, aqui estou para celebrar a música, o movimento, a alma que comanda o movimento, a dedicação, as muitas, muitas horas de dedicação - em exclusão de outras coisas importantes, as nódoas negras, as lágrimas, as lesões, a persistência, as gargalhadas, o sangue nos pés, a cumplicidade, o sentimento (como descrever o sentimento?), o palco, o desejo de palco, a evolução, a amizade, os nervos, "muita merda", os aplausos, as hiperextensões e os cou-de-pied fabulosos, a alegria, que alegria e como não há nada que me faça sentir tão viva como umas quantas pirouettes, piqués retirés, soutenous e outros tantos deboulés terminados com piqué arabesque en relevé.

Que pareça um cliché mas tenho a certeza de que se o mundo dançasse mais seria um mundo muito melhor.

sábado, 28 de abril de 2012

Azul marinho/Azul escuro

Cada um tem o seu preto. O meu preto é o azul marinho. 

Desde que me conheço, é a cor que mais uso, juntamente com o branco. Sou capaz de usá-la todos os dias, conjugada com qualquer outra cor ou azul da cabeça aos pés e, naqueles dias em que não estou bem comigo mesma, é a cor de eleição e salvação (Se vestir preto nesses dias, estrago tudo.). 

Não sei de onde a história vem, recordo-me de ter por volta de quatro anos e ter um vestido à marinheiro que se tornou no meu preferido. Zangava-me com a minha mãe por não me deixar usá-lo tantas vezes quanto me apetecia. Desde então, não parei.

Do mais casual ao mais formal (Contabilizo seis fatos de Inverno e de Verão em azul marinho, no meu guarda-roupa, e é capaz de ser a cor predominante em todo o tipo de peças.) tenho ideia de que é aquela cor que dá sempre um ar impecável. A cor escura de base que mais valoriza. Liga com qualquer outra cor. Se conjugar com branco, é a pura perfeição. Um homem vestido de azul escuro, capta o meu olhar por mais de uma vez. 

Se não concordam, julguem por vocês próprios.