sábado, 9 de junho de 2012

14. Por aí

Amanhã, abro as hostes aos Santos Populares, em particular ao Santo António, a minha festa preferida de todo o ano. Passagem de ano e outras não lhe chegam aos pés.

Calor, roupas frescas, sardinhas, febras, sangria e arroz doce, ocasionalmente, uma bola de Berlim ou um pão com chouriço, Lisboa (e arredores) na rua, toda a gente genuinamente divertida, o cheiro das sardinhas assadas no ar, encontrar um mundo de conhecidos, os amigos que não vemos há muito, mesmo sem combinar, convívio, percorrer as várias colinas, cantar, dançar, rir, e aquele espírito acolhedor tão português que encanta qualquer um que nos visite. Ok, há sempre confusão e alguns abusos mas há que fechar um pouco os olhos e deixar o espírito sair para fora.

 Naturalmente, sempre com direito a manjerico e entrar no táxi a perguntar ao condutor se tem casa de banho.

Por uma vez no ano, somos um povo em uníssono verdadeiramente alegre e não deprimido e pessimista.

Estamos mesmo a precisar.





sexta-feira, 8 de junho de 2012

8. Casual Friday




Sexta-feira após feriado e já em tempos de Santos Populares, vamos aproveitar para aligeirar nas cores e na formalidade. 

(Aproveitar ainda a dica de Silvia e mergulhar no nude, que tanto me apetece, apesar do tom de pele ainda transparente.)

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Depois, a vantagem deste blogue

É deixar os desejos impulsivos ali para o lado dele.

Neste momento, não tenho uma única peça que ande a moer o meu juízo. Nenhuma pela qual suspire. O controlo dá nisto. Rapidamente, descarto qualquer coisa que me pisque os olhos para um relacionamento não sério. Só aparecem coisas mornas. Ficam no cabide.

Assim, tenho toda a liberdade para mergulhar no mundo masculino, sem consequências.

Neste momento, ando obcecada por estes padrões e pormenores:

Riscas fininhas, especialmente se conjugadas com bolas, dentro das mesmas cores. Azul é aposta sempre ganha mas funciona com tantas outras cores. Não me canso deste conjunto.

Riscas fininhas, especialmente azuis e brancas em blazer. Para mulheres também, porque não? No meu caso, já descartei com uma compra semelhante que não me ficava assim tão bem, feita há uns anos. Quem sabe, um blazer mais curto (der por baixo da cintura e não pelas ancas) seja outra coisa.

Este é da Ermenegildo Zegna . Não sou lá muito louca por este tipo de bolsos mas é um casaco desportivo e versátil que fica sempre impecável.


Xadrez com xadrez em materiais e tons de Verão. Se alguém souber onde encontrar uma gravata igual/semelhante, avise que adquiro uma para mim. As cores são qualquer coisa. Para os mais tímidos, é só combinar com peças lisas.


Laços de Verão, feitos à mão da E.W. McCall.

Compras - O exercício mental I


Quando queremos dominar um assunto, temos de usar todas as armas e o conhecimento é a mais forte delas.

O mesmo se passa na moda. Uns têm gosto e percepção natural do que lhes fica bem, outros vão adquirindo no tempo, outros formam-se na área.  Não faço ideia se tenho gosto natural. Há quem diga que sim, que nasci a apontar para os saltos altos. (Não nascemos todas? Ou muitas?) Acredito piamente que vou evoluindo, aprendendo, afinando, que hoje sei muito mais e, por isso, não posso negligenciar tudo o que tenho assimilado. 

Trocando por miúdos, considero ter a obrigação de não perder a cabeça e atirar-me às compras de venda posta. Em cada peça que pego, obrigo-me a interrogar se realmente preciso dela, se é a que melhor me favorece, se tenho semelhantes, cores, se vai ter real uso. Questiono-me umas vinte vezes e, se possível, se tenho de levá-la já, se não posso ponderar e deixar para uns dias mais tarde. Ora, confesso que este exercício homérico não é nada fácil e gera "alguma" ansiedade se, realmente, gosto da peça, mas, lá está, assim fico a saber. Se for um capricho, no dia seguinte, continuará no expositor. Tanto a minha carteira, o pouco espaço que tenho no guarda-roupa, como a minha consciência agradecem.

Estou bastante satisfeita com este exercício. Nada disto é a descoberta da pólvora mas gera bons frutos. Como referi, sofro de alguma ansiedade durante o processo mas o guarda-roupa vai refinando a olhos vistos. 

As tendências são outro grande inimigo. Apetece-nos mergulhar sem pensar e muitas vezes acabamos com as gavetas e cabides cheios de peças de estilos muito diferentes, com prazos de validade curtos, que não fazem grande coisa por nós e, pior, não criam propriamente um identidade. Pensar, repensar, matutar. Se a peça desaparecer das prateleiras também ninguém morre. (Ninguém!)

Faço listas do que preciso e ando com elas (Não vá ter amnésia temporária e oportuna.). A lista actual é curta e é para cumprir aos poucos. Está repleta de peças base e todas elas terão de ver várias características preenchidas. Dificilmente, as adquirirei em lojas de fast fashion pois quero corte, qualidade e durabilidade.

Naturalmente, tenho impulsos (Ninguém é de ferro.) mas estou tão mais controlada que dá gosto.

A estes exercícios e mantras que tento cumprir, tenho uma grande excepção, tão ou mais importante: Quaisquer peças originais, diferentes, que assentem bem e de bom material. Aquelas pelas quais nos apaixonamos imediatamente e temos a certeza de que serão amor eterno. Que são a nossa cara e sempre nos farão sentir únicas. Por estas, perco imediatamente a cabeça, sem quaisquer ponderações e ainda bem!

Um exemplo é este vestido que escolhi para a loja há uns três anos e,  imediatamente, surripiei um exemplar para mim, em tons nude, preto, cor-de-rosa e cor-de-laranja flúor. Dá para acreditar que ainda só o usei uma vez? Ainda assim, eternamente apaixonada por ele e, este ano, mais actual do que nunca.