quarta-feira, 25 de abril de 2012

11. Espaço Dele






















Fico a pensar se fará sentido um "Espaço Dela". 

Não quero salientar antagonismos ou sequer criá-los mas tenho a noção (básica, bem sei) de que elas tem sempre melhores noções estéticas, quer dizer, eles geralmente vão para um sofá de pele, um tapete preto e umas quantas almofadas encarnadas (Não estou assim tão errada ou o meu leque de amigos é muito coincidente na ausência de gosto mais apurado nas escolhas que fazem.). Salvo devidas excepções, em que eles ultrapassam-me a léguas com um gosto infinito e irrepreensível, é claro. Não quer isto dizer que os senhores do estereotipo (isto é tão errado) que mencionei deverão perder o gosto cru/masculino, apenas que o podem aperfeiçoar e eu gosto, gosto muito de sair da minha zona de conforto e dos espaços que adoro para procurar espaços que eles adorem (e eu também). Espaços que me impressionarão como mulher ao visitá-los, não esquecendo que, ainda assim, lhes falta o essencial toque feminino para poderem ser habitáveis por mim. Espaços só deles. Gosto disso. 

Aliás, é o que mais gosto deste blogue, procurar coisas que não são para mim nem para o meu género mas que me agradem profundamente (E a eles, espero.).

De qualquer forma, um espaço dela impõe-se? Não sou fã de grandes frufrus, detesto flores às toneladas, padrões de florinhas pequeninas em todo o lado, aquele estilo francês demasiado romântico, bom seria ir mais longe, propor soluções que não estão numa imagem na net, mas não tenho essa possibilidade de fazer uma sala ou um quarto. Elas estão mais atentas, é só isso. Têm mais noções estéticas (Não necessariamente sentido estético.). Ei, também não me digo melhor apetrechada, este é somente o meu sentido estético mas gosto do exercício quase académico.

Um "Espaço de Ambos" cai na mesma questão.

Para já, fico por aqui, amanhã, veremos.

Fica este espaço aberto, que considero ser genial mas seria incapaz de viver nele, pelo menos sem acrescentar uma boa dose de branco, prata ou ouro e uns quantos tecidos confortáveis com alguma cor. Os pequenos elementos, que são a minha cara e dos quais não prescindo, seja uma decoração mais clássica, étnica ou moderna.

2 comentários:

Bruno Carmona disse...

Gosto muito de casas em bruto. Com as paredes e o chão sem revestimento e com as tubagens e cabos eléctricos à vista.

Também gosto muito da cadeira Van Der Rohe. Nâo me importava nada de ter esta casa.

Alexandra disse...

Esta funciona muito bem mas, para mim, o ponto de encanto está no relógio de parede e na bicicleta à porta. São aquelas peças que demonstram que realmente alguém vive ali, numa casa em bruto mas com tanto design envolvido. :)